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Zíngaro,

Cigano, errante, aventureiro …

Azul, azulão, grande, 10 toneladas… bonito!

Caiu do céu em nossas cabeças no Natal de 2008.

Atado ao cais havia um bom tempo, estava em Parati.

Apesar de muitas e muitas milhas já navegadas nestes seus bem vividos 8 anos de idade, sentia-se, logo ao vê-lo, sua incontida sede de voltar aos mares… aos sete mares.

Precisava de quem lhe devolvesse a liberdade de cortar graciosamente as águas azuis dos oceanos. Em contrapartida, levaria seus tripulantes além das baias, enseadas, nações, povos, e, também, além de todas as fronteiras da mente e do corpo.

Topamos a proposta… negócio fechado. Adotamos o filho que foi rebatizado de Zíngaro! As sete letras ficam abraçadas por uma linda gaivota branca que ressalta a sua, e também a nossa, verdadeira vocação de liberdade.

Nossos sonhos de cruzar as fronteiras, pisar em terras longínquas, desafiar nosso misto de coragem e de medo ante o desconhecido, por anos acalentados, ganharam, naquele Natal, um presente vivo, pulsante, olhos brilhando, qual o fogo das paixões… e, sem mesmo pedir licença, incendiou nossos corações. Foi algo forte, mais forte que os frágeis argumentos da razão, que, cautelosa em excesso, insistia no tal “pensem bem o que estão fazendo”, rsrs.

Construído na França, sob os já afamados cuidados e primores da Beneteau, veio para o Brasil, onde teve dois donos. O segundo, de quem compramos por intermédio (diga-se, insistência, rsrs) do meu “brother” Chico Fragoso, ficaram nossos amigos. Um distinto casal de alemães/paulistas, com idade, na época, na casa dos 80 (imaginem…), cuja motivação da venda foi a compra de um outro barco. Saúde e sorte aos amigos.

A bordo temos um certo conforto. O suficiente pra amenizar as intempéries e restrições às quais estão sujeitos todos aqueles andam pelos mares. Podemos até dizer “Lar, doce lar”, com vista pro mar em todos os cômodos, rsrs.

Assim, após esta breve história, resta-nos dizer que estamos muito felizes a bordo do Zíngaro.